segunda-feira, 25 de abril de 2016

Porque é que o Mr. Porter se inspira no J. LISBON?

https://www.jlisbon.com/

Venho apresentar-vos a loja onlinemais singular que já alguma vez conheceram: o J. LISBON. Podia escolher uma das centenas de fotos inspiradoras que há por lá mas ocorreu-me uma forma muito mais gira de o fazer: escolher uma imagem de Lisboa do Mr. Porter

O Mr. Porter é a maior loja online de roupa de homem. Mas acredito verdadeiramente que o J. LISBON éa melhor. Esta fotografia (do Mr. Porter, tirada em Lisboa) é precisamente o tipo de imagem que faz do J. LISBON uma loja online distinta de todas as outras. Porqueexperimentar um produto é mais que olhar para um modelo de cabeça cortada,fotografado contra uma parede. É descobrir um produto no mesmo contexto visualem que haveremos de o experimentar e conseguir imaginar como seria se o trouxéssemosvestido ou calçado (sugiro que clique aqui, vai entender perfeitamente o que lhe estou a tentar dizer). E sim, uma paisagem portuguesa ajuda sempre e, pelos vistos... o Mr. Porter também partilha a nossa opinião

Nota: o J. LISBON é a minha lojaonline. Esse não é o motivo pelo qual digo que é a melhor loja online. Esse é o motivo pelo qual posso garantir a qualidade do produto e do serviço. De qualquer forma cabe-lhe a si fazer esse juízo e é por isso que é importante que tenha esta informação

terça-feira, 12 de abril de 2016

CAIÁGUA. O quê? Isso mesmo, C-A-I-Á-G-U-A....

white and black caiágua raincoat 5
caiágua green and orange raincoat 8

blue Caiágua raincoat 6
caiágua yellow and blue raincocat 1

Que o Tomás e eu temos gostos parecidos já sei desde o dia que o conheço. Que é louco por impermeáveis já sabia faz tempo. Mas só o ano passado decidimos fazer alguma coisa juntos. O quê não ficou decido ao certo, sabíamos apenas que seria algo susceptível de ser vestido. E foi numa volta entre São João da Madeira e Santa Maria da Feira (numa altura em que a ideia dos impermeáveis começava a ganhar forma) que demos com a Rua Cai Água. O nome, as longas horas que se despende a pensar nele (e todas as outras que passamos a pedir opiniões a terceiros) como que ficaram resolvidas num instante:
 Tomás... que tal CAIÁGUA?

O Tomás é do Porto, raízes familiares a Norte, casa de fim-de-semana em pleno Minho e Universidade em Matosinhos, terra de pesca, lobos do mar e vestuário impermeável. Já a minha condição de sulista é mais dada – na medida daquilo que tempo e meteorologia me permitem (e permitem cada vez menos) – a uma relação mais próxima com a água salgada em que mergulho que com a doce que me cai em cima. Mas há uma coisa que sempre me cativou: toda a gente pensa na chuva como algo que limita a nossa indumentária. Porque não fazer da suposta limitação uma oportunidade? Porque raio havemos de nos sentir menos “giros”, “estilosos” (ou qualquer outro adjectivo parvo) quando chove? Esse foi para mim um dos desafios mais interessantes para a CAIÁGUA. Outros virão, porque se tudo correr bem, isto é apenas o começo

domingo, 31 de janeiro de 2016

domingo, 3 de janeiro de 2016

7 anos. Passaram 7 anos...



Passaram 7 anos desde que iniciei este blogue. 7 anos são muitas fotos, muitas pessoas abordadas, muitas conversas, muitos posts. 7 anos à escala desta época são quase História. Não estou a sugerir que fiz História... estou apenas a dizer que em 7 anos o mundo muda, os hábitos cambiam e, como tal, a História da nossa vida quotidiana também. Senão repare, imagine o que pensaria se um estranho irrompesse o seu dia-a-dia e lhe perguntasse se poderia fotografá-lo para o seu blogue? Agora tente colocar-se no lugar de si mesmo e nessa mesma situação há 7 anos. Independentemente da resposta que daria hoje ou em 2009 até poderem ser as mesmas, dificilmente perspectivaria este episódio da mesma forma. Há 7 anos até a palavra “blogue” soava ainda estranha a muita gente. E lembrar-se-á também de como “fotografias & internet” parecia um cocktail perigoso para tantas pessoas (pensando bem... continua tão perigoso quanto antes, estamos apenas mais costumados a ele). A verdade é que o desafio de fotografar pessoas nas ruas de Lisboa deixou de ser um desafio. E nem o facto de há muito o ter estendido a outras cidades, vilas, aldeias ou lugares poderia mudar isso mesmo. Se continuo a fotografar? Continuo. Sempre que o destino assim o quiser. Mas importa admitir que isso acontece raramente.

E antes ainda de ter tomado consciência que começava a perder a “pica” comecei a sentir necessidade de outro projecto de outra natureza. Talvez por nunca ter dado hipóteses à vaga comercial que assolou a  generalidade dos blogues, de se chegar perto daquele que está a ler neste preciso momento, sentia vontade de um projecto comercial. Sugestionado por um convite do Ministério da Economia para coordenar uma plataforma online de marcas portuguesas que nunca chegou a ganhar forma e motivado pela convicção de que algo continua a falhar no comércio de vestuário online (ou por ambas as coisas e algo mais) esse novo projecto foi o J. LISBON. Que é – e acredito que isto não seja a coisa mais simpática de se dizer a alguém que segue este blogue há 7 anos – a minha nova paixão. Hei-de sempre voltar aqui. Até porque nada vai revolucionar a minha vida como este blogue a conseguiu mudar. Mas se O Alfaiate Lisboeta foi, em Janeiro de 2009, a forma que encontrei para me expressar, o J. LISBON é, de há um ano para cá, o caminho que encontrei para acrescentar valor ao que me rodeia. Em comum, mais ainda que identidade visual ou qualquer orientação estética, diria que têm transparência e honestidade. O que, em matéria de desafio, é tremendamente maior quando nos propomos a vender coisas (por oposição a oferecer conteúdos, que é o que tenho feito aqui ao longo destes últimos 7 anos). O desafio é brutal, recrear no espaço digital a melhor experiência de compra que já tenha vivido numa loja física. Como? Três pilares essenciais: proporcionar a melhor experiência de produto possível através de imagens reais em contexto real, fazer o upgrade de referências vagas e genéricas para descrições testemunhais que acrescentem, efectivamente, informação sobre um dado produto a quem está do outro lado e oferecer um apoio ao cliente a fazer lembrar o melhor atendimento de uma loja física. E se nem tudo o que é necessário fazer está já aplicado, grande parte do que foi feito já representa um passo enorme relativamente ao que o e-commerce vestuário nos habitou. Para comprovar, nada como subscrever e, se for o caso (e espero que não seja) diga-me por favor se estou a perder qualidades

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

1 ano de J. LISBON

Teresa

Faz amanhã um ano que lancei o J. LISBON. Capitalizei tudo aquilo que (achava que) sabia sobre “roupa” e “digital” e propus-me a vender marcas, na sua maioria portuguesas, para União Europeia em geral e Portugal em particular, com um pouco de sorte Américas (as de cima e as de baixo) e, quem sabe, um ou outro destino exótico. Matei-me a trabalhar, requeri a prestação de dois ou três serviços e a ajuda de meia dúzia de amigos. Ou talvez de uma dúzia ou, feitas bem as contas, de dúzia e meia...

Dicas? Uma logo à cabeça. Não pensem – a não ser que sejam o Maradona da coisa – que conseguem assegurar vocês mesmos a comunicação de um projecto. Resgatem as poupanças que não chegaram a gastar na Universidade, chulem os vossos amigos ou inventem uma agência de comunicação para falar em vosso nome. Pensei comigo “poderá alguém falar do meu projecto melhor que eu mesmo?”. Esqueçam, deve haver um qualquer processo subconsciente que impele as pessoas a pensar que “se não há outra pessoa para falar sobre o teu trabalho é porque ele não merece ser comunicado”. Têm um trabalho prévio que suporta o vosso novo projecto? É bom mas não chega. Que vos parece este blogue para sustentar o interesse na única loja online portuguesa de vestuário para homem? Nada mau? Também achei. Curiosamente, da imprensa tradicional obtive o feedback esperado. Novos media dedicados ao que há de mais moderno ou urbano; lojas e conceitos, moda, lifestyle e a todos os neologismos e anglicismos que vos passem pela cabeça? Ignorado de alto a baixo. Blogues? Salvo ilustres excepções... só a pagar. Enquanto o novo Código da Publicidade não for publicado em Diário da República e não for obrigatório rotular de publicidade aquilo que durante os últimos anos tem passado por “opinião genuína e espontânea” desconfio que muitos dos bloggers não se vão maçar com conteúdos realmente editoriais. Depois de tal acontecer... talvez se interroguem sobre o sentido de uma publicação pessoal onde as últimas 7, 8  ou 9 entradas correspondam a 7, 8 ou 9 conteúdos publicitários. Enfim... isso é tema para outras núpcias mas, com toda a honestidade do mundo, se não houver um pai, um tio ou um investidor por trás a “bancar” (ou o tal Maradona da comunicação, do marketing e do networking), contem com dificuldades sérias. A vossa ideia pode ser genial e o vosso trabalho incansável. Não chega. É triste mas é provável que não chegue.

De resto, trabalho a sério. Se tiverem a oportunidade, nada como entrar numa das múltiplas incubadoras de startups que nascem todos os dias. A maior parte dos negócios nasce e morre prematuramente porque a sua razão de existir depende quase exclusivamente de uma ideia (a minha, a sua ou a de qualquer outra pessoa) que nos pareceu,  à luz da nossa perspectiva pessoal, a última das coca-colas do deserto. Falar com outras pessoas, ouvir alguém experiente, testar e validar o sonho que nos fez despertar a meio da noite com o mesmo número de batimentos cardíacos que um miúdo de 6 anos às 23:59h de 24 de Dezembro... tudo isso é decisivo.

E depois o mais importante, definir aquilo que verdadeiramente nos distingue e pensar em como é que “o-que-quer-que-isso-seja” pode ajudar, beneficiar ou aportar algo àquele que achamos ser o nosso cliente. E esta merda vale mais que tudo o que escrevi antes. Se eu acho que o J. LISBON é a loja online que melhor exibe e descreve um produto? Acho. Acredito genuinamente nisso. Mas isso não basta. E enquanto tento demonstrar isso mesmo ao resto do mundo vou tentando divertir-me também. E divertir-me pode ser, em plena Lagoa de Cabanas (Afife, Viana do Castelo), falar com uma miúda que acabei de conhecer e perguntar-lhe “achavas giro ser modelo de uma loja de roupa de homem por um dia? é que eu achava. achava mesmo”. Felizmente para mim e para o J. LISBON – e a partir de hoje, para o Alfaiate e para quem está desse lado também – a Teresa também achou. E se me é permitido um momento (genuinamente) comercial... Cliquem aqui e introduzam o endereço que vos é pedido. Se gostam desde sítio estou capaz de jurar que também gostarão daquele

domingo, 6 de setembro de 2015

Martina

Martina


A jornalista pediu-me que levasse a máquina fotográfica. Perguntou se me podiam filmar a fotografar alguém. Disse que sim que não me importava. Disse que sim que me podiam filmar. Mas disse também que podíamos dar uma volta, duas ou três, as voltas que o tempo permitisse mas que isso não lhe garantia qualquer imagem. O tempo passou. Tinha que partir e foi já nas despedidas que a Martina se cruzou connosco. Assim nasceu esta imagem. A jornalista e eu ficámos contentes. Espero que vocês e a Martina também

domingo, 12 de julho de 2015

Manuel Dantas

Manuel Dantas


Quando nos lembramos de começar a fotografar gente na rua. Quando nos propomos a retratar pessoas que nos despertam a atenção. Quando começamos a guardar e partilhar essas imagens que nos fazem parar, olhar para o outro lado ou espreitar por cima do ombro. Quando fazemos tudo isto há um momento – ele acabará por chegar mais tarde ou mais cedo – em que sentimos que já pouco ou nada conseguimos acrescentar de novo. E depois há o Dantas, o Manuel Dantas. Aquele homem que, quando nos preparamos para dar o mergulho possível entre as rochas da Praia da Luz, nos pergunta “podes-me ajudar a vestir isto?”. E a quem eu pergunto, “e eu posso tirar-lhe uma foto?”. O Dantas sim. Depois de seis anos a abordar estranhos e a publicar a sua imagem na internet o Dantas representa algo especial. Algo de novo

domingo, 31 de maio de 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

Praia da Mareta

Praia da Mareta

Uma das coisas mais giras de ter um blogue onde se partilha o que quer que seja que nos rodeia é que, por cada vez que nos deslocamos, a nossa publicação se desloca também. Porque o que quer que aqui se partilhe acaba sempre por levar também muito dos nossos dias, das nossas vivências e das nossas recordações. A Praia da Mareta é apenas um desses muitos sítios. Um tanto ou quanto inusitado para uma publicação à qual me habituei a ouvir chamar de “blogue de moda” mas, na verdade, o mais óbvio dos sítios para aquilo que não é mais que uma página pessoal. E é por isso que quando publico uma foto da Mareta estou a fazer mais que partilhar uma imagem bonita de uma pessoa inspiradora. Estou também a documentar aquilo que é a minha vida, a minha (segunda) juventude e aqueles que me são próximos. E dou-me agora conta, com todo esta conversa, que não fotografava aqui há cinco anos. Desde 2010. Desde que fotografei o Bernardo, o Vitório e estes miúdos cujos nomes não me lembro. E no fundo ao publicar esta foto estou, mais que a partilhar o que quer que seja, a documentar a minha memoria futura. Que é como quem diz, a assegurar que um dia mais tarde ela não se me varre das recordações

terça-feira, 24 de março de 2015

Alexandre

Alexandre Rapaz 1 Alexandre Rapaz 2 Alexandre Rapaz 3 Alexandre Rapaz 4 Alexandre Rapaz 5 Alexandre Rapaz 6 Alexandre Rapaz 7 Alexandre Rapaz 8

Não fotografo com a mesma frequência. Porque é raro sair de casa com a máquina na mão mas também porque, das raras vezes que o faço, pareço necessitar de mais motivos para abordar alguém. Nenhum motivo em concreto. Ou pelo menos nenhum que me ocorra especificar. Se bem que agora parece fácil. A imagem do Alexandre na sua bicicleta a rolar sobre uma superfície grafitada com a Vasco da Gama em pano de fundo. Foi esse o motivo

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Faz hoje meia dúzia de anos que publiquei aqui a primeira foto


Este Verão descobri que o 31 de Agosto é o dia mundial do blogue. Daquilo que li e ouvi percebi duas coisas. A primeira é que boa parte do interesse que os media descobrem nos blogues é por via da criação, por parte dos chamados famosos, das suas páginas pessoais (assumindo sequer, pese embora a irrelevância que essa questão representa para mim, que terá sentido chamar de “blogue ou página pessoal” a algo que, pelo que percebi, nem sempre é gerido pela própria pessoa). A segunda, que me importa bastante mais, é que o único foco ou interesse que foi atribuído à blogosfera é aquele que aparece pela via comercial. O Alfaiate faz hoje 6 anos. E uma das coisas que mais me orgulho (que não faz de mim melhor nem pior, faz-me apenas sentir bem com isso) é que a abordagem editorial deste blogue foi sempre a mesma. Viessem cá 10, 100, 1 000 ou 10 000 pessoas por dia. E é isso que digo sempre que alguém me “acusa” de esquecer este blogue. Digo que é impossível estar esquecido. Que (quase) tudo o que conquistei profissionalmente na última meia dúzia de anos decorre directa ou indirectamente daquilo que fiz aqui e do que aqui foi feito me permitiu fazer noutros sítios. Mas voltando a 31 de Agosto... Hoje, sobre os blogues, parece importar apenas o retorno que geram a quem pague para ter lá os seus produtos ou serviços. E não, não me faz confusão alguma que se ganhe dinheiro com um blogue (até porque fiquei bastante contente da primeira vez que isso me aconteceu). Nem mesmo que se ganhe dinheiro com os conteúdos de um blogue (ainda que, por opção pessoal, sempre me tenha recusado a fazê-lo). Mas faz-me confusão que se ganhe dinheiro com um blogue falando com as pessoas como se se tivesse acordado uma manhã a pensar num produto ou serviço quando na verdade se foi despertado por um e-mail ao qual se respondeu com um orçamento. Faz-me confusão que se passe por cima (ou pelo menos foi isso que senti que os media fizeram) de tudo aquilo que – na minha cabeça – é afinal um blogue. Gosto de pensar que se entrasse num blogue de menswear encontraria as marcas ou produtos que mais inspiram o seu autor e não aquelas que entenderam dispensar-lhe parte do orçamento. Que se procuro um apaixonado por viagens ele me vai sugerir os insights mais genuínos sobre um local e não o hotel que oferece uma estadia anual à sua família. Talvez me bastasse avistar alguma coisa que identificasse, de alguma forma, as publicações contratadas  porque - apesar de absolutamente elementar - não parece estar claro para muitas das referências cibernáuticas que aquilo que alguém se dispõe a pagar-lhes não é um conteúdo editorial (admitindo que, alguma coisa de editorial um conteúdo dessa natureza possa ter). Talvez me bastasse pensar que um blogue ainda é, mais que outra coisa qualquer, um espaço onde determinada pessoa publica aquilo que pensa ou em que mais acredita. Talvez me bastasse saber que, quando a natureza de um artigo é comercial, essa informação é dada ao leitor (reconhecendo que orçamentos e transferências bancárias não são necessariamente mutuamente exclusivos da simpatia pessoal que alguém que está a ser pago possa, por hipótese, nutrir genuinamente por determinado produto ou serviço). Ou será que o futuro, se me permitem a caricatura, é visitar um blogue assinado por um político de direita e ler um artigo que lhe foi encomendado por um partido de esquerda (ou vice-versa)? É que o presente passa já por assistir a que se digam maravilhas sobre o que quer que seja porque, chamando às coisas aquilo pelas quais elas pedem para ser chamadas, houve lugar a um pagamento. Não sou o Velho do Restelo nem os blogues têm que permanecer como nasceram, estáticos e imutáveis, ao sabor da minha vontade. E posso até aceitar, apesar de lhe reconhecer pouca dignidade, a tese de que cada um faz o que quer e bem lhe apetece no seu próprio espaço. Gosto apenas de pensar que a verdade e o respeito pelo próximo (ainda mais por aquele que nos lê) são tendências intemporais, não importa o ano nem a estação. É espectacular e tremendamente inspirador pensar numa dada plataforma onde eu ou outro qualquer Zé ninguém possa publicar de forma livre e gratuita o que quer que seja e (se for o caso), com os seus méritos e deméritos, conquistar uma legião de seguidores, passar a escrever para ali, a fotografar para acolá ou a fazer para o resto do mundo o que quer que seja que o seu blogue atestou que realizava ou executava de forma tão singular. Mas não me parece correcto mentir às pessoas. E menos correcto ainda (tal é o surrealismo moral da coisa) me parece mentir a quem nos segue e que, precisamente por o fazer, é responsável pelo nosso sucesso, mudança de vida ou o que quer que determinado blogue tenha feito pela biografia do seu autor. Por aqui não se preocupem. Censurem-me as vezes que acharem necessário por cá vir menos do que devia. Mas retenham o seguinte: como há exactamente 6 anos ou no dia que aqui vieram pela primeira vez... e para o bem e para o mal... por aqui está tudo na mesma

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

J. LISBON

J. LISBON

A verdade é que nem sei por onde começar. Acho que posso começar por dizer que não encontrei o João nesta vereda. Ou que ele não levava esta roupa vestida. Que fui eu quem lhe pediu que aparecesse antes que o sol se fosse, e que também fui eu quem lhe levou este casaco, estas calças e este par de botas. Numa altura em que tanta gente se questiona sobre a permeabilidade das publicações editoriais às dinâmicas comerciais, achei que era interessante esboçar a narrativa contrária. Meti na cabeça que haveria de criar um espaço comercial onde quem quer que lá passasse se arriscaria a encontrar conteúdos genuínos e informativos. Meti na cabeça que haveria de gerir uma loja sem esquecer a forma como geri este blogue.

Andei por sítios tão distintos quanto Madrid, Londres, Florença, Felgueiras, Vila Nova de Famalicão ou Charneca do Lumiar. Encontrei imagens deste blogue nos mood boards de marcas estrangeiras (onde as reuniões nem correram mal) mas também apanhei baldas e palmadinhas nas costas (depois de reuniões que não correram tão bem). E hoje, no preciso dia em que sacrifico a pureza editorial deste blogue, em prol do negócio cuja criação não seria possível sem o blogue que hoje se sacrifica por ele, apresento-vos o negócio que não poderia existir sem este blogue. Porque afinal, são frases idiotas como esta que poderão continuar a encontrar no tal negócio. Porque afinal, à semelhança daqui, encontrarão por lá ruas de Lisboa, modelos que não são modelos, produções caseiras e imagens por editar. E, de uma forma geral, a identidade visual que ficou imortalizada por esse universo de retratos aos quais se convencionou chamar street style. O registo visual que, à boleia de toda uma dinâmica online, transformou homens comuns em ícones de estilo e fez de retratos da vida quotidiana inspirações à escala global.

É apenas isto. Uma loja de roupa. Uma loja de roupa de homem. Uma loja de roupa que, à boleia destes 5 anos de Alfaiate, se deu conta que é possível oferecer uma real experiência de produto através da internet. Que é possível esboçar um processo online de descoberta do produto que não termine com a imagem de um tipo de medidas estandardizadas e cabeça cortada, fotografado contra uma parede em tom pastel. Que é possível descobrir um produto pelos mesmos padrões e contextos visuais em que haveremos de conviver com ele. Que é possível ler um review escrito por alguém que, muito antes de se sentar a debitar informação sobre um produto, o tenha calçado ou vestido. E que é possível assegurar o controle de tudo isto desde que me cinja à realidade masculina. Tanto assim é que, antes de assegurar a sua venda, comprei o casaco que o João leva vestido ao designer que o concebeu. Tanto assim é que, antes de sonhar escrever este blogue, já usava aquelas calças. É por isso que digo que olho para este negócio como se fosse o Alfaiate. O blogue que inspirou um negócio. Um negócio que se chama J. LISBON. Um negócio que espero que seja do vosso agrado. Porque, por mais que esteja convencido do seu interesse (e este blogue ajudou-me a perceber que a aprovação mais importante somos nós mesmos que a atribuímos) não há lengalenga que pague umas boas palmadas nas costas. Fica aqui o J. LISBON em primeira mão

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

segunda-feira, 23 de junho de 2014

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Disse-lhes:

_W2C1486

- Não estou aqui para fotografar mas vou fazer esta foto

segunda-feira, 19 de maio de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pitti Uomo (Michael, day-by-day)

Michael day 1
Michael day 2
Michael day 3
Michael day 4

Fui pela 1ª vez à Pitti Uomo. Uma marca pediu-me que fizesse imagens de toda aquela ambiência. A feira é brutal, há marcas interessantíssimas e visitantes também. Mas confesso que me senti esmagado por tantas câmaras, lentes e fotografias. De tal forma que tudo o que menos me apetecia fazer ali era fotografar alguém. Como se tudo aquilo estivesse, algures, nos precisos antípodas de momentos como este ou aquele. Como se tudo aquilo desconhecesse que é possível, de verdade, encontrar gente inspiradora no mais inusitado dos espaços. Num qualquer local do mundo onde quem quer que abordemos estranhe verdadeiramente o nosso pedido. Chegue até a desconfiar dele. Mas que depois de 30 segundos de conversa e um sorriso genuíno acabe a deixar-se fotografar por um estranho. Quando vi o Michael junto aquelas escadas achei que era das poucas imagens que poderiam ter sido tiradas fora daquela confusão, de todo aquele bulício, de toda aquela feira de vaidades com pêlos na cara. E quando, no dia seguinte, o vi ali outra vez, percebi que havia ainda outros dois momentos a registar e disse-lhe:
      Acredito que seja difícil de acreditar mas... as tuas fotografias são as únicas que quero para mim.
Apenas ele, em cada um dos dias que a feira existiu. Sem pompa, circunstância nem a mais leve edição. Sem esperar sequer que desocupassem a escada. Apenas ele, nas escadarias que o conduziam ao stand da marca da qual faz parte

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

5 anos


Todos os anos neste dia, ao acordar, puxo o portátil para o meu colo e venho aqui dizer-vos porque é que esta página é tão importante para mim. Não vos consigo explicar porque raio o adágio que decreta que não devemos deixar para amanhã aquilo que pode ser iniciado hoje mesmo não se aplica aqui e porque seria desprovido de sentido para mim ter começado a preparar este texto ontem, antes da data exacta, para assim me assegurar que hoje de manhã me limitaria a tentar eliminar todos os pequenos obstáculos ao seu melhor fluxo que escapam sempre numa primeira abordagem ao quer que se escreva. Não vos consigo explicar porque é que sabia perfeitamente que não precisaria de qualquer alarme para estar seguro que hoje, por volta das 7h, haveria de acordar, dar uma vista de olhos nas redes sociais e nas notícias do dia, responder a dois ou três e-mails, pagar as contas e, a dada altura, depois de terminar essa meia dúzia de tarefas corriqueiras, me dedicaria ao acto sagrado de vir aqui escrever este texto que, dou-me agora conta, também ele exprime uma acção e um propósito rotineiro, ainda que pautados por 365 dias de intervalo. Não vos consigo explicar porque é que hoje, voltarei a passar aqui meia dúzia de vezes e, em todas elas, voltarei a ler este texto e em todas elas procederei a pequenas alterações ínfimas das quais nenhum de vós se dará conta nem lhes reconheceria sentido. Como talvez não vos conseguirei explicar porque é que, à semelhança de mais uma ou duas outra datas na minha vida (mas mais ainda que todas elas juntas), à efeméride pessoal do 2º de Janeiro se me aplica tão bem aquele verso do Sérgio Godinho que ele próprio define como “frase batida”. Mas consigo perceber, melhor que nunca, o quão abençoado foi a decisão de criar um blogue. De criar este blogue. Hoje, dou-me conta da importância desta figura e daquilo que ela representa. Ela representa um espaço livre, gratuito e ilimitado onde, qualquer pessoa com acesso on-line, pode estar em contacto com o mundo. E parece-me que a maior parte daqueles que a ela recorre não se deu conta do valor que esta ferramenta tem, da transformação profunda que ela inscreve no mundo e no capital democrático que ela representa (há afinal, uma diferença enorme entre viver num país livre e, vivendo num pais livre, ter à disposição canais onde, efectivamente, se possa partilhar e veicular aquilo que mais nos inspira ou preocupa). A relação entre sujeito comum e mundo mudou radicalmente e hoje, nenhum de nós está destinado a ser um mero espectador ou consumidor de conteúdos. O sujeito está no centro de toda esta dialéctica e deixou de ser apenas o destinatário  dos conteúdos mas também o seu autor, editor e publicação. E o valor de mercado do seu conteúdo é encontrado no preciso ponto que melhor definir o valor que conseguir acrescentar aos outros. Pela minha parte, fica aqui a garantia que jamais condicionarei o que quer que seja nesta página para que esse ponto fique algures acima de onde se encontra agora. Mas importa lembrar que, não fosse esse vosso reconhecimento, e a localização – não importa exactamente onde – desse tal ponto que define o meu valor (ou a falta dele) e eu jamais poderia viver de ideias ou projectos que, directa ou indirectamente, nasceram com este blogue. É por isso justo dizer que, se a minha vida mudou radicalmente porque há 5 anos iniciei este blogue, ela mudou na precisa medida daquilo que cada um de vós tornou possível. Por isso, se venho aqui menos vezes, se vos parece às vezes que esqueci esta página, essa aparência deve-se apenas ao pequeno detalhe que jamais virei aqui por outro motivo que não a minha vontade. Mas sempre que o fizer, será com a tesão e o vigor de sempre. Com a certeza eterna de que não estarei nunca focado em vos agradar (mas eternamente grato pelo vosso agrado)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

André pai, André filho

André pai, André filho

[pai e filho podem ser vistos aqui também]

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sem (muitas) palavras

Speechless

[esta publicação pode ser vista aqui e aqui]

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Em cada dez amigos meus

Antonio

nove querem ficar como o Antonio. Eu sou um deles

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Gosto tanto disto

I like this picture so much

Dela, da luz, dos pés descalços, do casaco e da feira onde me disse que o havia comprado


[esta publicação pode ser vista aqui também]

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cristina

Cristina

Como em qualquer projecto há sempre pelo menos duas formas (ou ideais tipo) de levar as coisas. Por gosto ou até à exaustão. E mesmo que houvesse optado pela segunda seria difícil que, em nenhuma situação, tivesse experimentado aquela sensação frustrante de pensar “gostava tanto de fazer esta foto”. Decidi-me pela primeira das opções o que, se por um lado promove a paixão pelo ofício como o motor de todo o projecto por outro... abre espaço ao custo de oportunidade. O irritante custo de pensar em todas as oportunidades que perdi de fotografar pessoas que gostaria que aqui estivessem. Pessoas que não fotografei porque deliberei que o projecto me devia servir a mim e não o seu preciso contrario e, naqueles dias como em tantos outros, havia sentenciado que a minha felicidade não passava por sair de casa com a máquina na mão. Claro que a equação para a minha felicidade pessoal mudou radicalmente no momento em que vi a Cristina. Por sorte, tinha acabado de passar por um casal de namorados a quem tinha expresso a minha surpresa pelo equipamento que utilizavam para fotografar e, com a lata do costume, voltei a eles e perguntei:
Importam-se que experimente a vossa lente com a Cristina?

[esta publicação pode ser vista aqui também]

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Provavelmente

A camisa oriental

A camisa de homem mais bonita que já fotografei

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Momento de uma noite de Verão

Maria

[esta publicação pode ser vista aqui também]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Crepúsculo em Braga

Braga

[esta publicação pode ser vista aqui também]